Por: Jânio Santos de Oliveira
Pastor e professor da Igreja evangélica Assembléia de Deus em Santa Cruz da Serra
Pastor Presidente: Eliseu Cadena
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Veja neste estudo bíblico:
1. A falta de conhecimento descrita em Oséias 4.6
2. O pecado induz o homem a falta de conhecimento
3. Os dois filhos de Hiel pereceram por falta de conhecimento.
4. A falta de conhecimento de Saul causou três anos de fome.
5. A falta de conhecimento tornou um culto solene em ato fúnebre.
6. Aprendendo a adquirir o conhecimento
Nesta oportunidade vamos meditar na Palavra de Deus no evangelho de Oséias 4:6 que diz:
O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.
A falta de conhecimento não se refere a um conhecimento científico, mas à rejeição do povo aos caminhos do Senhor.
O próprio rei rejeitou ao Senhor e até os sacerdotes, que deviam guiar a nação ao conhecimento de Deus, se corromperam.
A falta de conhecimento era uma consequência da rejeição do povo aos caminhos do Senhor.
Naquela época, Deus estava acessível através dos seus líderes e sacerdotes, mas até eles se afastaram de Deus.
Este versículo traz em seu significado o princípio de que a falta do conhecimento de Deus leva o homem à ruína.
A falta de conhecimento é causada pela falta de educação adequada. Mas a educação adequada não se trata de “carregar” dados em nossos cérebros, na memória, como geralmente pensamos.
I. A falta de conhecimento descrita em Oséias 4.6
Neste versículo de Oséias, a "falta de conhecimento" está ligada ao desprezo do povo de Israel às coisas de Deus. O povo deixou de buscar a Deus e introduziu práticas da idolatria a deuses pagãos.
Como indica a passagem de Oséias 4, este não era um problema só do povo. O próprio rei rejeitou ao Senhor e até os sacerdotes, que deviam guiar a nação ao conhecimento de Deus, se corromperam.
A falta de conhecimento era consequência da rejeição do povo aos caminhos do Senhor. Naquela época, Deus estava acessível através dos seus líderes e sacerdotes, mas até eles se afastaram de Deus.
A falta de entendimento nos leva à ignorância. O endurecimento do nosso coração - quando rejeitamos o conhecimento de Deus - nos traz ainda mais sofrimento. Assim como profetizado em Oséias 4:6, quanto mais nos afastamos de Deus, mais estamos sujeitos à destruição.
Eles estão obscurecidos no entendimento e separados da vida de Deus por causa da ignorância em que estão, devido ao endurecimento do seu coração (Ef 4:18).
Uma das consequências da falta de conhecimento é o engano. Isso também pode ser observado no Novo Testamento, em Mateus capítulo 22, quando os fariseus e saduceus discutiam com Jesus a respeito das Escrituras.
Jesus respondeu: "Vocês estão enganados porque não conhecem as Escrituras nem o poder de Deus! (Mt 22.29).
Os questionamentos dos religiosos eram reflexo do engano, pois não reconheciam a Cristo e nem a sua Palavra. A dureza dos seus corações os impediam de reconhecer Jesus como o Filho de Deus.
1. Conhecendo a Deus
Buscar a Deus nos permite conhecê-lo um pouco mais. Ele já se revelou na Sua Palavra. Cabe a nós como verdadeiros adoradores, buscá-lo em espírito e em verdade (Jo 4:23). Deus é a fonte de toda a sabedoria, peça-lhe e será concedido:
Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida (Tg 1:5).
Conhecer a Deus é crescer no amor de Cristo. Quanto mais o conhecemos, mais o amamos, pois, passamos a entender o que Ele já fez por nós. O amor em nós é sinal de que estamos no caminho do Senhor:
Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos nesse amor. Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele (1 Jo 4:16).
Conheça verdadeiramente a Deus e busque-o através da Bíblia Sagrada. Busque a verdade e a Verdade te libertará!
A frase: “O meu povo perece por falta de conhecimento” traz em seu significado o princípio de que a falta do conhecimento de Deus leva o homem à ruína. As pessoas que desprezam a revelação de Deus através de Sua Palavra não podem ter comunhão com Ele, pois nem mesmo sabem quem Ele é. Separadas de Deus, essas pessoas não encontram outra coisa se não o sofrimento.
Essa frase é uma adaptação de um versículo do livro de Oseias que registra a repreensão do Senhor ao povo de Israel. Através do profeta, Deus anunciou: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento” (Os 4:6).
Essa advertência foi direcionada aos integrantes da nação de Israel que tinham rejeitado a instrução do Senhor e falhado em ser seu representante para as nações. Por isso a continuação do versículo diz: “Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos” (Os 4:6).
Nos tempos do Antigo Testamento os sacerdotes eram os principais responsáveis por ensinar a lei do Senhor ao povo. Mas naquele tempo os sacerdotes também tinham se corrompido e servido de mau exemplo para toda a nação. Por isso a frase: “O meu povo perece por falta de conhecimento” expressa de forma muito apropriada a situação da nação. Havia um desconhecimento generalizado do Senhor em Israel.
2. O meu povo perece
Quando Deus levantou o profeta Oseias para profetizar em Israel, a nação estava muito distante da vontade do Senhor. Inclusive, o ministério profético de Oseias foi bastante singular, pois sua situação familiar tipificava a situação de Israel diante de Deus. Oseias era casado com uma mulher infiel. Da mesma forma, Israel também era infiel em seu relacionamento com Deus.
O problema é que Israel havia rejeitado o Senhor e se voltado para os falsos deuses das nações vizinhas. Nesse sentido, a idolatria era um adultério religioso. Embora Deus houvesse sido longânimo, amoroso e misericordioso com aquele povo, os israelitas insistiam em quebrar a lei de Deus e ignorar os convites de arrependimento.
Quando Deus firmou Sua aliança com a nação de Israel no Sinai, e resposta do povo foi: “Tudo o que o Senhor falou nós faremos” (Êx 19:8). Mas os israelitas quebraram essa promessa e traíram ao Senhor. Porém, a aliança de Deus com Israel deixava claro que se o povo andasse em obediência receberia as bênçãos do Senhor; mas se andasse em desobediência seria alvo do Seu castigo.
Então por causa da infidelidade do povo à aliança com Deus, a terra foi castigada. Deus enviou calamidades para punir o pecado do povo e, ao mesmo tempo, servir de conclamação ao arrependimento.
Consequentemente, o povo estava perecendo; estava sendo destruído. A corrupção política, social e religiosa havia chegado ao seu limite. A imoralidade imperava no reino. A sociedade israelita era realmente má. Todos estavam mergulhados na mentira e se deleitando na impiedade. Havia crimes de todos os tipos e nada prosperava naquela terra (Os 4:1-3).
Os sacerdotes que deveriam zelar pelo culto ao Senhor acabaram não apenas aceitando aquela situação, mas em muitos casos até incentivando-a. Na verdade eles viam o sacerdócio apenas como um emprego fácil e uma fonte de lucro. Os sacerdotes eram ímpios e corruptos, e o povo seguia o exemplo deles. Isso explica a declaração inicial: “O meu povo está perecendo”.
3. Por falta de conhecimento
Qual era o pecado fundamental que havia conduzido a nação de Israel àquela situação tão miserável? A resposta é clara no texto bíblico: a falta do conhecimento de Deus! Por isso o Senhor falou por meio de Oseias: “Ouvi a palavra do Senhor, vós, filhos de Israel, porque o Senhor tem uma contenda com os habitantes da terra, porque nela não há verdade, nem amor, nem conhecimento de Deus O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta conhecimento” (Os 4:1,6).
Mas que conhecimento era esse que o povo não tinha? Era o conhecimento de Deus! Nesse texto a palavra “conhecimento” traduz um termo hebraico que também servia para indicar o relacionamento íntimo entre marido e mulher. Isso significa que na declaração: “O meu povo perece por falta de conhecimento” esse “conhecimento” é muito mais do que uma simples cognição das coisas de Deus. Esse “conhecimento” significa um relacionamento pessoal com o Senhor.
O povo tinha desprezado a revelação especial de Deus através de Sua Palavra e perdido o relacionamento pessoal com Ele. O povo não queria saber de Deus. Por isso os israelitas do norte estavam encontrando a destruição.
O meu povo perece por falta de conhecimento: uma lição para nós
Nos tempos de Jesus havia muitos religiosos que se orgulhavam em possuir informações detalhadas da lei de Deus. Mas ao mesmo tempo essas pessoas não conheciam a Deus verdadeiramente. Por isso o Senhor Jesus lhes disse: “Errais por não conhecer as Escrituras nem o poder de Deus” (Mt 22:29).
Muitas pessoas falam de Deus, se mostram simpatizantes da obra de Deus, se dizem servas de Deus, mas não querem saber de conhecer verdadeiramente a Deus. Elas rejeitam o verdadeiro conhecimento de Deus revelado nas Escrituras que testifica de Cristo — a revelação suprema e final de Deus.
Essas pessoas até são ouvintes da Palavra, mas não são praticantes dela (Tg 1:20); vivem no engano porque possuem a informação, mas não possuem o relacionamento. Essas pessoas querem conhecer as bênçãos, mas não querem conhecer Abençoador; estão interessadas naquilo que Deus lhes pode dar, mas não estão interessadas em saber quem Ele é.
A verdade é que essas pessoas não estão dispostas a ter um relacionamento sincero, fiel e compromissado com Deus. Essas pessoas não estão dispostas a olhar para a auto-revelação de Deus nas Escrituras como única regra de fé e prática de suas vidas. Elas não estão dispostas a reconhecer que não há mérito algum no homem e que qualquer coisa boa que possam ter é simplesmente favor imerecido dado por Deus. Essas pessoas vivem como os israelitas do tempo de Oseias que não viam muita vantagem em ser o povo exclusivo de Deus. E assim essas pessoas estão perecendo por falta de conhecimento.
II. O pecado induz o homem a falta de conhecimento
As consequências principais do pecado são a morte e a separação da presença de Deus (Rm 6:23). Essas duas consequências causam muito sofrimento na vida do pecador. O pecado também traz muitas outras consequências secundárias.
Cada pessoa também sofre as consequências de seu próprio pecado. Algumas consequências do pecado podem ser:
1. Culpa
Falta de sensibilidade – é o contrário da culpa; a pessoa perde noção de certo e errado e continua pecando sem entender as consequências
Humilhação – o pecado leva à desgraça dos arrogantes e orgulhosos
2. Castigo da lei
Alguns pecados são crimes e podem levar vários tipos de castigo aplicado pela justiça humana
O pecado traz muito sofrimento ao pecador. Deus retribui a cada um de acordo com suas ações (Rm 2:6).
Mas existe uma esperança.
Deus nos ama e não gosta de nos ver sofrer. Por isso, Ele veio à terra para levar o castigo por nossos pecados em nosso lugar. Agora quem aceita Jesus como seu salvador recebe perdão de seus pecados e pode ficar na presença de Deus (João 3:16). Um dia Deus vai destruir todo sofrimento causado pelo pecado e os salvos viverão com Ele para sempre!
3. Consequências gerais do pecado
A separação eterna da presença de Deus é a pior consequência de todo pecado (Rm 3:23). Quem peca se rebela contra Deus. O inferno é uma eternidade sem Deus. A Bíblia diz que outras consequências do pecado no mundo são:
4. A doença
Agora nossos corpos são vulneráveis a todo tipo de doença e, um dia, todos temos que morrer (mas atenção: a doença não é sempre consequência de pecado individual; é consequência da existência de pecado no mundo)
5. Desastres naturais.
Fomes, dilúvios e outros desastres são produto da maldição da terra.
Relacionamentos difíceis – tornou-se muito mais difícil ter relacionamentos harmoniosos com outras pessoas.
O pecado cega o entendimento do homem, fazendo com que este despreze o conhecimento acerca da Palavra do Senhor, não reservando um tempo para a meditação, o que pode impedir que este homem venha a perecer.
III. Os dois filhos de Hiel pereceram por falta de conhecimento.
A partir de agora nós vamos analisar três episódios descritos na Palavra de Deus aonde o povo de Israel pereceram por falta de conhecimento.
Josué amaldiçoou a cidade de Jericó em nome de Deus, dizendo que quem a reconstruísse seria amaldiçoado. A maldição se cumpriu quando Hiel, de Betel, tentou reconstruir a cidade.
A profecia que Deus fez após a destruição da cidade de Jericó pelos Israelitas. Antes é importante lembrar que todo o plano de ataque e a profecia da queda de Jericó foram feitas pelo próprio Deus.
Há outra profecia relacionada a Jericó, só que esta foi feita por Josué no ano de 1.451 antes de Cristo. Josué 6:26: “Maldito diante do Senhor seja o homem que se levantar e reedificar esta cidade de Jericó: Com a perda do seu primogênito a fundará, e com a perda do seu filho mais novo lhe colocará as portas”.
Ninguém gosta de ouvir sobre maldição, mas hoje quero analisar esta maldição sob a visão de uma profecia. Não sei se Josué tinha toda a compreensão das implicações do que estava dizendo, mas a profecia fala da morte dos filhos de alguém que se atrevesse a reconstruir a cidade de Jericó.
Por que foi dito isto sobre a reedificação de Jericó? Comentaristas bíblicos explicam que essa maldição tinha o propósito de manter sempre diante dos olhos das gerações futuras a recordação da destruição da cidade. As ruínas de Jericó seguiriam dando um testemunho silencioso das ações de Deus. E Josué não falou isto por sua própria vontade. Falou mandado por Deus.
Os habitantes daquela região eram extremamente depravados e idólatras. Sacrificavam seus filhos ao deus Moloque com requintes de crueldade. As crianças eram fritadas no ídolo de ferro incandescente. Uma das razões pelas quais a cidade foi destruída.
Durante muitos anos o povo se lembrou da maldição e Jericó ficou em ruínas. E foi mais ou menos uns 500 anos após Josué ter feito tal profecia – já nos dias de Acabe e Jezabel (Acabe viveu em torno do ano 950 antes de Cristo), que um homem, chamado Hiel, nativo de Betel, reconstruiu Jericó e perdeu os dois filhos. I Reis 16:34 conta: “Em seus dias Hiel, o betelita reconstruiu a Jericó. Pelo preço de Abirão, seu primogênito, lançou-lhes os fundamentos e pelo de seu ultimo filho, Segube, assentou-lhes as portas, conforme a palavra do Senhor, falada por intermédio de Josué, filho de Num”.
Podemos ver pela história que o que foi dito por Deus cumpriu-se plenamente. Provavelmente Hiel soubesse da profecia de Josué. Porém, como já fazia tanto tempo, quem sabe imaginou que Deus talvez já tivesse mudado de opinião ou até esquecido a maldição. Mas Deus, amigo ouvinte, não muda. O que Ele falou ou fala dura para sempre. Não podemos brincar com a Palavra dEle.
O que mais podemos aprender da reconstrução de Jericó? O que significa para nós a reconstrução dessa cidade?
Reconstruir Jericó significa qualquer atitude levada adiante pelos pais e que resulte em prejuízo para os filhos.
Pais que agem dessa forma levam os filhos para a destruição e morte eterna.
Por falta de conhecimento da Palavra de Deus Reconstroem Jericó. E o alto preço é pago, muitas vezes, não somente pelos pais, mas pelos filhos. A irresponsabilidade de alguns pais é tanta que gostam apenas de gerar filhos e espalhá-los pelo mundo. Não querem, porém, gastar tempo e recursos com uma educação segura e eficiente.
Amigo ouvinte, Deus nos deu o grande privilégio de sermos pais; não devemos, porém, agir como Hiel, o reconstrutor de Jericó. Ele não respeitou o que Deus dissera e perdeu dois filhos por causa disso. Se você quer educar bem os seus filhos para esta vida e a vida eterna não despreze a voz de Deus. Busque o conselho divino e eduque as crianças no caminho do Criador.
Por isso, “creia no Senhor Deus e você estará seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará”.
Se o Hiel conhecesse a Palavra de Deus que prediz a maldição para quem reconstruisse aquela Cidade, jamais ele a reconstruiria, evitando assim a morte dos seus dois filhos.
IV. A falta de conhecimento de Saul ocasionou três anos de fome.
2 Samuel 21.1-9
E houve, em dias de Davi, uma fome de três anos, de ano em ano; e Davi consultou ao Senhor, e o Senhor lhe disse: É por causa de Saul e da sua casa sanguinária, porque matou os gibeonitas.
2 Então, chamou o rei os gibeonitas e lhes falou (ora os gibeonitas não eram dos filhos de Israel, mas do resto dos amorreus, e os filhos de Israel lhes tinham jurado, porém Saul procurou feri-los no seu zelo pelos filhos de Israel e de Judá).
3 Disse, pois, Davi aos gibeonitas: Que quereis que eu vos faça? E que satisfação vos darei, para que abençoeis a herança do Senhor?
4 Então, os gibeonitas lhe disseram: Não é por prata nem ouro que temos questão com Saul e com sua casa; nem tampouco pretendemos matar pessoa alguma em Israel. E disse ele: Que é, pois, que quereis que vos faça?
5 E disseram ao rei: Quanto ao homem que nos destruiu e procurou que fôssemos assolados, sem que pudéssemos subsistir em termo algum de Israel,
6 de seus filhos se nos deem sete homens, para que os enforquemos ao Senhor, em Gibeá de Saul, o eleito do Senhor. E disse o rei: Eu os darei.
7 Porém o rei poupou a Mefibosete, filho de Jônatas, filho de Saul, por causa do juramento do Senhor, que entre eles houvera, entre Davi e Jônatas, filho de Saul.
8 Porém tomou o rei os dois filhos de Rispa, filha de Aiá, que tinha tido de Saul, a saber, a Armoni e a Mefibosete, como também os cinco filhos da irmã de Mical, filha de Saul, que tivera de Adriel, filho de Barzilai, meolatita.
9 E os entregou na mão dos gibeonitas, os quais os enforcaram no monte, perante o Senhor; e caíram estes sete juntamente; e foram mortos nos dias da sega, nos dias primeiros, no princípio da sega das cevadas.
Depois de Israel estar por 40 anos no deserto, no tempo em que Josué começou a invadir a terra de Canaã,
“Ouvido que Josué tomara a Ai e a havia destruído totalmente e feito a Ai e ao seu rei como fizera a Jericó e ao seu rei e que os moradores de Gibeão fizeram paz com os israelitas e estavam no meio deles ... se ajuntaram e subiram cinco reis dos amorreus, o rei de Jerusalém, o rei de Hebrom, o rei de Jarmute, o rei de Laquis e o rei de Eglom, eles e todas as suas tropas; e se acamparam junto a Gibeão e pelejaram contra ela. ... Os homens de Gibeão mandaram dizer a Josué ... sobe apressadamente a nós, e livra-nos, e ajuda-nos, pois todos os reis dos amorreus que habitam nas montanhas se ajuntaram contra nós. Então, subiu Josué ..., ele e toda a gente de guerra com ele e todos os valentes ... Josué lhes sobreveio de repente, porque toda a noite veio subindo ... O SENHOR os conturbou diante de Israel, e os feriu com grande matança em Gibeão, e os foi perseguindo ... Sucedeu que, fugindo eles de diante de Israel ... fez o SENHOR cair do céu sobre eles grandes pedras ... e morreram. Mais foram os que morreram pela chuva de pedra do que os mortos à espada pelos filhos de Israel ... Então, Josué falou ao SENHOR, no dia em que o SENHOR entregou os amorreus nas mãos dos filhos de Israel; e disse na presença dos israelitas: Sol, detém-te em Gibeão, e tu, lua, no vale de Aijalom. E o sol se deteve, e a lua parou até que o povo se vingou de seus inimigos.” (Js 10:1-13)
Depois de quase quinhentos anos destes acontecimentos, sabemos que a aliança que Josué havia feito com os gibeonitas ainda estava de pé, pela leitura dos seguintes fatos:
Disse Davi: Que é, pois, que quereis que vos faça? Responderam ao rei: Quanto ao homem que nos destruiu e procurou que fôssemos assolados, sem que pudéssemos subsistir em limite algum de Israel, de seus filhos se nos deem sete homens, para que os enforquemos ao SENHOR, em Gibeá de Saul, o eleito do SENHOR. Disse o rei: Eu os darei.
Porém o rei poupou a Mefibosete, filho de Jônatas, filho de Saul, por causa do juramento ao SENHOR, que entre eles houvera, entre Davi e Jônatas, filho de Saul.
Porém tomou o rei os dois filhos de Rispa, filha de Aiá, que tinha tido de Saul, a saber, a Armoni e a Mefibosete, como também os cinco filhos de Merabe, filha de Saul, que tivera de Adriel, filho de Barzilai, meolatita; e os entregou nas mãos dos gibeonitas, os quais os enforcaram no monte, perante o SENHOR; caíram os sete juntamente.
Foram mortos nos dias da ceifa, nos primeiros dias, no princípio da ceifa da cevada.
Então, Rispa, filha de Aiá, tomou um pano de saco e o estendeu para si sobre uma penha, desde o princípio da ceifa até que sobre eles caiu água do céu; e não deixou que as aves do céu se aproximassem deles de dia, nem os animais do campo, de noite. Foi dito a Davi o que fizera Rispa, filha de Aiá e concubina de Saul. Então, foi Davi e tomou os ossos de Saul e os ossos de Jônatas, seu filho, dos moradores de Jabes-Gileade, os quais os furtaram da praça de Bete-Seã, onde os filisteus os tinham pendurado, no dia em que feriram Saul em Gilboa. Dali, transportou os ossos de Saul e os ossos de Jônatas, seu filho; e ajuntaram também os ossos dos enforcados. Enterraram os ossos de Saul e de Jônatas, seu filho, na terra de Benjamim, em Zela, na sepultura de Quis, seu pai. Fizeram tudo o que o rei ordenara. Depois disto, Deus se tornou favorável para com a terra.” (2 Sm 21:1:14)
a. Alianças são estabelecidas através das palavras que falamos. Os príncipes de Israel fizeram a aliança com os gibeonitas através de um juramento. Juramento é uma afirmação ou negação explícita de alguma coisa, tomando a Deus por testemunha. Assim, aliança em si é um conjunto de palavras que estabelece os termos de um relacionamento: as obrigações, os direitos, etc. A Bíblia mostra que Deus estabeleceu a sua aliança com os homens através de sua Palavra: “Para sempre se lembra da sua aliança, da palavra que empenhou para mil gerações” (I Cr 16:15). Aliança está ligada a palavras. O que dizemos é pra valer! Toda aliança vem em forma de palavras. Aliança não é um relacionamento, mas ela estabelece e governa como este relacionamento acontece.
b. Mesmo que sejam feitas no engano, alianças são válidas. A aliança que Josué fez com os gibeonitas estava alicerçada no engano, pois eles mentiram que moravam em uma terra distante, enquanto eram seus vizinhos. Mas, apesar da mentira dos gibeonitas, a aliança continuou valendo. Mesmo que façamos alianças apressadamente, sem conhecermos todos os detalhes, elas são válidas e precisam ser honradas.
c. Existem bênçãos e milagres de Deus para fortalecerem aqueles que guardam as alianças (mesmo que esta aliança tenha sido feita sem o conselho de Deus e com base no engano). Deus fez cair “pedras do céu” e parou o sol enquanto Josué defendia os gibeonitas, para que os amorreus, inimigos dos gibeonitas, fossem destruídos. Quando guardamos as alianças que realizamos, existem coisas que se sucedem para o bem de ambas as partes que não podemos explicar como foi que aconteceram.
Resumo
A aliança de Josué com os gibeonitas foi um acordo de paz feito sem consultar o Senhor e com base em uma mentira. Apesar do engano, a aliança foi mantida.
O que aconteceu?
Os gibeonitas mentiram que viviam longe, mas eram vizinhos dos israelitas.
Josué fez um acordo de paz com os gibeonitas, prometendo não matá-los.
Os líderes dos israelitas juraram cumprir o acordo.
Três dias depois, os israelitas descobriram o engano.
O povo ficou revoltado, mas os líderes recusaram romper a aliança.
Os líderes disseram que não podiam quebrar o juramento feito em nome do Senhor.
Josué deu os gibeonitas como rachadores de lenha e tiradores de água para o altar do Senhor.
Mesmo que sejam feitas no engano, as alianças são válidas e precisam ser honradas.
Quando Saul oprimiu os gibeonitas por falta de conhecimento, lhe ocasionou três anos de fome nos dias do Rei Davi e como consequência visando impedir que isso prevalecesse, "a morte de sete homens, para que os enforquemos ao SENHOR, em Gibeá de Saul, o eleito do SENHOR" (2 Sm 21:1:14)
V. A falta de conhecimento de Davi tornou um culto solene em ato fúnebre.
1 Crônicas 13:1-14
Era um dia de grande alegria em Israel. "Davi e todo o Israel alegravam-se perante Deus, com todo o seu empenho; em cânticos, com harpas, com alaúdes, com tamboris, com címbalos e com trombetas" (1 Cr 13:8). Depois de mais de 40 anos de desprezo, a arca de Deus estava voltando para ficar novamente no meio do povo de Israel (1 Cr 13:1-3; 1 Samuel 4:1-11). Mas, no pique da celebração e festim, os bois que puxavam a arca em seu carro novo tropeçaram. Para evitar que a santa arca caísse no chão, Uzá estendeu a mão e a segurou. Com isso, ele morreu, castigado pela ira do Senhor. O dia de alegria tornou-se em dia de grande tristeza e luto.
O que aconteceu de errado para que se acendesse a ira do Senhor contra este "bom homem" que simplesmente tentava proteger a santidade da arca de Deus?
Um Começo Errado
A busca da arca era, na verdade, a busca da presença de Deus (1 Crônicas 13:6; Êxodo 25:17-22). Isto é a coisa certa a se fazer. Mas, será que existe uma maneira certa de buscar a presença de Deus? Será que existe um jeito certo de louvá-lo?
Vamos analisar como Davi começou errado na sua busca da presença do Senhor:
1. Davi chamou primeiramente as pessoas importantes de Israel. "Consultou Davi os capitães de mil, e os de cem, e todos os príncipes" (1 Cr 13:1). As pessoas "importantes" – os ricos, os políticos, e outros de alguma influência entre o povo – frequentemente são as menos interessadas em fazer a vontade do Senhor, pois acham que já têm tudo de que precisam sem o Senhor. Por exemplo, um jovem rico perguntou a Jesus o que era necessário para ele ser salvo. Quando Jesus mandou que ele tomasse uma decisão entre seguir Jesus ou seguir a riqueza, o jovem decidiu ficar com sua posição e seu dinheiro (Lc 18:18-23). Devemos consultar primeiramente o Senhor – não há ninguém mais importante do que ele!
2. Davi queria saber a opinião da congregação do povo. Disse Davi, "Se bem vos parece" e depois, "Se vem isso do Senhor...tornemos a trazer para nós a arca do nosso Deus; porque nos dias de Saul não nos valemos dela" (1 Crônicas 13:2-3). Davi colocou a opinião do povo acima da opinião do Senhor. Na verdade, se a coisa "vem do Senhor", já não é preciso mais saber "se bem vos parece". Uma vez que o Senhor falou sobre a coisa, é a opinião dele que devemos seguir.
Duas Decisões Erradas
"Puseram a arca de Deus num carro novo e a levaram da casa de Abinadabe; e Uzá e Aiô guiavam o carro" (1 Cr 13:7). O zelo de Davi e do povo não faltava. Fizeram todas as preparações para que a arca fosse trazida à Jerusalém em toda a sua glória. Mas, no seu ânimo de "glorificar o Senhor", esqueceram da própria vontade dele! Pois, Deus havia dado instruções explícitas sobre como se deve carregar a sua arca: "Farás também varais de madeira de acácia e os cobrirás de ouro; meterás os varais nas argolas aos lados da arca, para se levar por meio deles a arca. Os varais ficarão nas argolas e não se tirarão dela" (Êx 25:13-15). Era a vontade de Deus que a maneira certa de carregar a arca fosse pelos varais. Quando decidiram colocar a arca num carro novo, desprezaram o mandamento do Senhor.
"Quando chegaram à eira de Quidom, estendeu Uzá a mão à arca para a segurar, porque os bois tropeçaram" (1 Cr 13:9). A arca de Deus era uma das coisas sagradas que pertenciam ao santuário do tabernáculo. O Senhor proibiu fortemente que alguém além dos consagrados sacerdotes a tocasse ou até olhasse para ela: "Havendo, pois, Arão e os seus filhos...acabado de cobrir o santuário e todos os móveis dele, então, os filhos de Coate virão para levá-lo; mas, nas coisas santas, não tocarão, para que não morram... Arão e seus filhos entrarão e lhes designarão a cada um o seu serviço e a sua carga. Porém, os coatitas não entrarão, nem por um instante, para ver as coisas santas, para que não morram" (Nm 4:15-20). Porém, quando os bois tropeçaram, Uzá viu a arca, com toda a sua glória e santidade, caindo para o chão onde seria profanada! Então, a reação natural dele era de estender a mão e segurá-la para proteger a santidade dela. Mas quando ele decidiu tocar na arca, Uzá desprezou o mandamento de Deus.
Estes homens tomaram decisões sem pensar na vontade do Senhor. Davi estava preocupado mais com a aprovação do povo do que com a vontade de Deus. A reação de Uzá mostra que ele estava preocupado mais com a arca (um objeto) do que com a vontade de Deus (um ser divino). Quem busca a Deus tem que estar preparado para tomar decisões baseadas na palavra dele, as quais muitas vezes não vão agradar aos outros (Gl 1:10-12). Quem busca a Deus tem que cultivar pelo estudo da sua palavra uma mente renovada, a qual vai agir de acordo com os desejos do Senhor em vez de reagir de acordo com as circunstâncias do momento (Rm 12:1-2).
Autoridade é o poder de mandar. Por causa do eterno poder e sabedoria de Deus, a palavra dele é autoridade suprema. O motivo de Davi em buscar a arca era nobre, mas ele violou a autoridade de Deus quando ele mudou a maneira de carregá-la. Davi achou que sua maneira de carregar a arca era tão boa quanto usar os varais. Porém, nem todo o seu poder em Israel como o rei escolhido de Deus concedeu a Davi o direito de mudar a lei do Senhor. Este pecado de Davi criou a situação que levou até a morte do seu servo Uzá.
A autoridade de Deus se baseia naquilo que ele nos revela na sua palavra. Ele vai julgar o mundo de acordo com a palavra revelada (Jo 12:48). Note que não estava escrito na lei que eles não poderiam carregar a arca num carro novo. Isto nem tampouco precisava estar escrito, porque quando Deus revelou a maneira certa de carregá-la, ele já deixou fora todas as outras possibilidades. A autoridade de Deus funciona desta maneira: "As coisas encobertas pertencem ao Senhor...porém as reveladas nos pertencem...para que cumpramos todas as palavras desta lei" (Dt 29:29). Quem quer agir de acordo com a autoridade de Deus tem que saber o que Deus revelou, e não o que ele não revelou! A palavra revelada de Deus nos habilita para fazermos "toda boa obra" com a autoridade dele (2 Tm 3:16-17).
Hoje em dia, muitas pessoas com ainda menos poder do que Deus concedeu a Davi guardam e ensinam suas próprias maneiras e doutrinas como se fossem iguais às do Senhor. Negando e às vezes contrariando a própria palavra de Deus, muitos líderes religiosos seguem a sua própria autoridade, mudando a lei de Deus para seu próprio benefício, e enganando um povo simples que não tem a prática de buscar a vontade e a autoridade do Senhor nas Escrituras. Mas o erro de Davi e Uzá nos ajuda a ver algumas aplicações práticas:
1. Líderes erram: Até líderes bons que realmente desejam fazer a vontade do Senhor são capazes de errar. Davi era um homem "segundo o coração de Deus" (Atos 13:22). Todos confiavam na grande visão dele para trazer de volta a arca do Senhor. Mas ele deixou de confirmar na palavra de Deus o que estava fazendo, e seu erro levou até a morte de Uzá. Sabendo que líderes erram ou até enganam, devemos sempre confiar no Senhor e na palavra dele em vez de nas pessoas e nas suas interpretações (1 Jo 4:1).
2. O que parece certo nem sempre é: Toda a congregação se alegrava e dançava ao lado da arca no carro novo. Mas Uzá morreu por causa da falta de respeito pela palavra do Senhor. Ou ninguém sabia (porque não estudavam a palavra) ou ninguém ousava dizer que era errado levar a arca daquela maneira. Muitos hoje procuram uma igreja onde se sentem bem, onde tudo parece ser paz e alegria no Senhor. Mas se a palavra de Deus não está sendo ensinada e obedecida e ninguém tem a coragem de cobrar os líderes por isso, a situação só vai acabar em tristeza e almas mortas.
3. Devemos respeitar a autoridade de Deus: Davi e Uzá conheceram a palavra de Deus, mas deixavam de segui-la à risco. Assim, num momento de pânico, Uzá reagiu errado e morreu. Muitos seguem a palavra de Deus somente nas coisas "convenientes", e não terão a resposta firme no momento crítico. Mas quem realmente respeita a autoridade de Deus entenderá as palavras do salmista: "Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti" (Sl 119:11; Cl 3:16-17)
Jesus Cristo tem toda autoridade hoje. Ele mesmo disse, "Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado" (Mt 28:18-20). Os servos de Deus em Cristo devem "guardar todas as coisas" que ele ensinou. A autoridade de Cristo foi nos revelada no evangelho, pelos profetas e apóstolos dele (Ef 3:3-5). Por causa da sua autoridade, a palavra de Cristo é o poder de Deus para salvação (Rm 1:16-17). Se quisermos buscar a presença de Deus para obtermos a salvação, havemos de buscá-lo somente de acordo com a sua palavra.
Davi aprendeu a lição dura, e mais tarde levou a arca à Jerusalém sobre os ombros dos levitas, como a palavra do Senhor ordenou (1 Cr 15:1-15, 25-28). A morte de Uzá testifica que há uma maneira certa de buscar e de louvar a Deus. Vamos buscar e servir a Deus de acordo com a palavra dele, para que não morramos, mas pela obediência obtenhamos vida eterna (Jo 5:24).
VI. Aprendendo a adquirir o conhecimento
Para adquirir conhecimento da Palavra de Deus, você pode estudar a Bíblia, orar, e buscar o Espírito Santo.
Estudar a Bíblia
Comece com uma oração sincera, pedindo sabedoria e entendimento.
Organize-se para estudar, escolhendo um meio e um tempo
Leia os textos bíblicos com atenção, dialogando com eles
Procure compreender o sentido da Bíblia para a sua vida
Orar
Dedique um momento para orar antes de começar a estudar
Peça orientação específica para a sua vida
Ore pedindo entendimento, e às vezes jejue
Buscar o Espírito Santo
Ore e busque o Espírito Santo para compreender as palavras do Senhor
Confie no Espírito Santo para guiar a sua compreensão das Escrituras
Aprofundar o conhecimento Tenha responsabilidade no seu estudo, Leia e compreenda a Bíblia, Participe de comunidades cristãs, Dialogue com os textos bíblicos.
A Palavra de Deus pode ajudar a compreender o sentido da vida, a crescer pessoalmente, e a caminhar com mais firmeza.
Por que estudar a Bíblia é importante?
Antes de falarmos sobre como estudar a Bíblia, é essencial compreender o motivo pelo qual a Bíblia deve ser estudada. Afinal, a Bíblia não é apenas um livro histórico ou literário, mas a Palavra viva de Deus, que tem o poder de transformar vidas.
Portanto, ao estudar a Bíblia, você aprofunda seu relacionamento com Deus, compreende Sua vontade para sua vida e é fortalecido na fé.
Além disso, a Bíblia serve como um guia para nossas decisões diárias, iluminando o caminho certo a seguir em meio aos desafios e tribulações. Ela é um alicerce sólido em tempos de dúvidas e incertezas, proporcionando uma base segura em que podemos firmar nossa fé.
Estudar as Escrituras é um processo contínuo de crescimento espiritual. Cada leitura traz novas revelações, nos mostrando aspectos mais profundos de nosso próprio ser e do amor de Deus por nós.
Por meio desse estudo, não apenas crescemos como indivíduos, mas também como parte do corpo de Cristo, buscando entender melhor nossa missão no mundo e como viver de acordo com a vontade divina.
1. Estabeleça uma Rotina de Leitura
Uma das primeiras dicas sobre como estudar a Bíblia de maneira eficaz é estabelecer uma rotina de leitura. A prática da leitura diária é essencial para o crescimento espiritual e para a internalização dos ensinamentos bíblicos.
A Bíblia não é apenas um livro para ser lido, mas uma fonte constante de sabedoria e direção para a vida cristã. Assim como qualquer outra área importante de nossa vida, o estudo da Palavra de Deus exige disciplina e compromisso.
Ao reservar um tempo específico do dia para o estudo da Bíblia, você estabelece um hábito sólido que contribuirá para o seu desenvolvimento espiritual. Pode ser pela manhã, antes de iniciar o seu dia e começar a se envolver com o mundo, ou à noite, como uma maneira de refletir sobre as experiências do dia e buscar direção para o futuro. Se você tem uma rotina diária, tente encaixar o estudo de forma regular, para que se torne uma prática natural e não algo ocasional.
A consistência é mais importante do que a quantidade. Não é necessário passar horas seguidas estudando a Bíblia. Comece com leituras curtas, mas profundas, que permitam refletir sobre os versículos e aplicá-los ao seu dia a dia. Mesmo que sejam apenas 15 a 20 minutos por dia, a regularidade trará frutos.
Outra dica importante é escolher um local tranquilo e sem distrações para o estudo, criando um ambiente propício para a reflexão e oração. A concentração é fundamental para que o estudo seja verdadeiramente eficaz.
Com o tempo, você verá os benefícios de um estudo contínuo, não apenas no conhecimento da Palavra, mas na transformação que ela pode gerar em sua vida. Além disso, ao criar esse hábito, o estudo bíblico se tornará uma parte natural do seu dia, oferecendo um alicerce forte para a sua jornada cristã.
2. Método de Estudo Devocional
O método de estudo devocional é uma prática poderosa para quem busca uma leitura mais profunda, reflexiva e espiritual da Bíblia. Diferente de uma abordagem puramente acadêmica ou intelectual, o estudo devocional tem o objetivo de conectar você diretamente com Deus, permitindo que Sua Palavra toque seu coração e transforme sua vida.
Este método envolve a escolha de um versículo ou passagem da Bíblia para o dia, e, ao invés de apenas ler rapidamente, você dedica tempo para refletir sobre o que aquela passagem realmente significa para você e como ela se aplica ao seu contexto de vida.
A ideia não é simplesmente entender o texto, mas ouvir o que Deus está falando com você através dele. Aqui estão algumas etapas para aplicar o método devocional em sua vida diária:
Escolha uma Passagem ou Versículo:
Ao começar o seu estudo devocional, escolha uma passagem ou versículo específico. Isso pode ser feito aleatoriamente, mas muitos preferem seguir planos de leitura ou escolher passagens que os ajudem a refletir sobre questões que estão enfrentando no momento.
Algumas pessoas também escolhem um versículo de um devocional diário ou utilizam um plano de leitura bíblica específico.
Aplicação Pessoal:
Após refletir sobre o texto, busque maneiras práticas de aplicar o que aprendeu. Por exemplo, se a passagem fala sobre perdão, você pode perguntar: “Há alguém em minha vida que preciso perdoar?” O objetivo é que o estudo devocional leve você a agir de acordo com o que aprendeu.
Oração:
Uma parte fundamental do método devocional é a oração. Ao refletir sobre a passagem, converse com Deus sobre o que você aprendeu e peça a Ele para ajudá-lo a viver de acordo com esses ensinamentos.
A oração pode ser uma conversa sincera, na qual você confessa suas lutas, agradece pelas lições e pede orientação divina.
Escreva Suas Reflexões:
Uma dica adicional importante é anotar seus pensamentos, orações e reflexões enquanto faz o seu estudo devocional. Isso não apenas ajuda a reforçar o que você aprendeu, mas também serve como um registro de sua caminhada espiritual.
Ao voltar para essas anotações no futuro, você poderá ver como Deus tem trabalhado em sua vida ao longo do tempo, e isso pode ser uma fonte de encorajamento e crescimento contínuo.
Esse tipo de estudo pode ser muito transformador, pois permite que você se envolva emocionalmente e espiritualmente com as Escrituras. A Bíblia se torna mais do que apenas palavras em uma página; ela se torna uma conversa viva com Deus, que se aplica diretamente ao seu momento presente e ao seu processo de transformação.
4. Oração Antes e Durante o Estudo
Uma das maneiras mais eficazes de como estudar a Bíblia é começando com a oração. Antes de iniciar sua leitura, é fundamental dedicar um momento para orar e pedir que o Espírito Santo o guie na compreensão das Escrituras. A oração prepara seu coração e mente para ouvir o que Deus deseja lhe ensinar.
Como Tiago 1:5 nos ensina: “Se alguém de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera, e ser-lhe-á dada.” Esse versículo nos lembra que Deus é generoso em nos conceder sabedoria, especialmente quando buscamos conhecê-Lo melhor por meio de Sua Palavra.
A oração não deve se limitar apenas ao início do seu estudo, mas também deve acompanhar sua leitura. À medida que você lê e reflete, ore pedindo compreensão e direção. Ao fazer isso, você permite que a oração seja uma ferramenta poderosa no processo de como estudar a Bíblia, transformando sua leitura em uma experiência mais espiritual e pessoal.
Com essa prática, você verá que estudar a Bíblia se torna não apenas uma tarefa intelectual, mas um diálogo contínuo com Deus, onde Ele fala diretamente ao seu coração e o guia em sua jornada espiritual.
Saber como estudar a Bíblia é essencial para todos os cristãos que desejam crescer na fé e ter uma compreensão mais profunda da Palavra de Deus. Com a abordagem certa, você pode tornar o processo de estudar a Bíblia não apenas mais eficaz, mas também mais prazeroso e enriquecedor.
Se você deseja saber como estudar a Bíblia de forma eficaz, experimente as dicas e métodos que compartilhamos neste estudo e comece a trilhar sua jornada espiritual de forma transformadora.
Lembre-se, o estudo da Bíblia não é apenas um ato intelectual, mas um caminho de transformação interior. Ao aprender como estudar a Bíblia, o conhecimento se une à comunhão com o Espirito Santo, formando uma base sólida para sua vida cristã.
Ao adquirir o conhecimento você se capacita para o exercício prático da Palavra de Deus, evitando assim, diversas tragédias físicas e espirituais como as mencionada neste estudo bíblico.
Nunca fique preocupado de forma prioritária com as coisas secundárias.
Busque o conhecimento de Deus acerca da maneira como você deva fazer a sua obra, pois do contrário, esse tempo que você supostamente vai ganhar mais na frente irá sofrer com as consequências da destruição e morte.
Que Deus nos ajude e nos guarde de todos esses males, e que possamos não só conhecer, mas cumprir e vivenciar a Palavra de Deus.